Sempre fico pensando que é mais fácil lidar com os erros alheios do que com os próprios.26 de outubro de 2012
Ser livre é poder errar
Sempre fico pensando que é mais fácil lidar com os erros alheios do que com os próprios.29 de maio de 2011
Eu na multidão. - Morar em Brasília II
25 de maio de 2011
Morar em Brasília I - Rotina de um Trabalhador
Bem deixe-me explicar: logo comemorarei um ano de brasiliense. Candango do interior paulista, eu diria.
A preguiça em questão é a dos dedos. Já digitei algumas vezes a resposta à pergunta "e como é morar em Brasília?"
Então vou responder: morar em Brasília é bom por demais!
Veja você:
- acordo todos os dias às 7h30, me levanto, me visto, me penteio, tomo um café, pego minha mochila e saio de casa;
- quando é umas 8h estou no ponto de ônibus, que aqui eles chamam de "parada";
- quando é 9h estou chegando no trabalho: antes de chegar já desci do ônibus na parada - da rodoviária do Plano Piloto, caminhei entre 15 e 20 minutos - e acho isso muito bom, já que ando sem fazer exercício - passando algumas vezes pela Catedral de Brasília, outras pelo Conjunto Nacional, já passei em frente a Biblioteca Nacional Leonel Brizola, já andei um pouco na Esplanada dos Ministérios e também pela Torre de TV que para você que não conhece aqui, saiba: são todos cartões postais da cidade;
- trabalho, almoço e trabalho de novo: quando o horário de almoço não está muito apertado vou pagar uma conta ou outra, resolver problemas em banco - aquelas coisas básicas que todo ser humano faz, sabem?
Basicamente esse é o meu dia, chego em casa sempre entre 19h30 e 20h, aí o meu tempo é com a esposa arteira, com a Astrid e "otras cositas más".
20 de maio de 2011
Bom dia, rainha! - Diálogo Imaginário
tenhamos um ótimo dia. Está uma sexta-feira diferente, como nunca vi
antes aqui em nossa terra: bem nublado.
Porém, nublado só lá fora porque aqui dentro, no meu peito, bate um
coração iluminado e irradiante do seu calor, minha rainha. - disse o Rei.
Ela ainda acordando, abriu os olhos e deu aquele sorriso bonito que
só ela tem...
- Bom dia, meu querido Rei.
- Aqui está seu café, sente-se, vamos tomar aqui na cama mesmo.
Tomaram o café entre sorrisos, beijos e abraços.
- Agora, levante-se e apronte-se, minha querida. Vamos dar um
passeio pelo bosque, estou precisando de um ar fresco e preciso de tua
companhia.
Passearam pelo bosque entre sorrisos, beijos e abraços.
- Vamos tomar um banho, meu Rei?
- Ótima ideia, minha rainha!
Tomaram banho entre sorrisos, beijos e abraços.
Viveram ainda muitos anos, solitários, somente juntos um do outro.
Viveram felizes entre sorrisos, beijos e abraços.
14 de maio de 2011
Perdão e Esquecimento
Eu lembro uma vez quando um amigo disse: "O erro é como um corte. Quando ele sara, fica a cicatriz. Assim como a cicatriz, quando a gente perdoa, o erro não se apaga."
Tento enxergar pelo lado bom: quando a gente lembra do erro, assim como quando olhamos para a cicatriz, lembramos da dor, mas também sabemos que não a queremos mais - nem o erro, nem a cicatriz, mas ela vai continuar sempre ali na nossa memória, fazendo-nos fortes, sim, porque sabemos que teremos mais cuidado para não nos ferir - nem errar - novamente.
5 de janeiro de 2011
4 de novembro de 2010
18 de outubro de 2010
5 de junho de 2010
Loucura ou razão?
Ter razão é estar louco
Embriagado pela emoção
E raciocionar muito pouco
21 de abril de 2010
Diálogos Imaginários - Astroldo
- Não, foi tomar água! A gente respira o ar e toma água, ele respira a água e tomar ar.
- Então, foi o que eu disse!
- É que pra ele o ar é água e água é ar. Não é?
- Ah, é! Tá certo.
16 de abril de 2010
Diálogos Imaginários – O Careca
Quando nos cruzamos...
- E aí, Leo, beleza?
- Beleza e você?
- Bão... Vai deixar a cabelereira crescer de novo, é?
- Pois é, tá crescendo, né...
- Cara, sinto te informar, mas tenho uma certa inveja de você, viu?
Rimos os dois.
- Cara, sabe que pensei em te perguntar se dava inveja, mas despensei depois "vai que ele fica ofendido, né?"
Rimos mais. E ele seguiu em direção ao bebedouro.
§§§§§
*O que o "Careca" não sabe, é que ele sou eu no futuro. Já me conformei, por isso aproveito, às vésperas de experimentar a 30ª entrada da Lua na casa de Leão, pra deixar os pagamentos em dia para que as madeixas cubram as falhas já visíveis!
No final das contas, levar o assunto com bom humor é melhor.
6 de abril de 2010
Exôdo
Queria ter falado
Quanta falta faz
Você ao meu lado!
Saudade a gente sente
O tempo todo
Ou de repente
É o amor em êxodo!
22 de março de 2010
Cadê você, Inspiração?
Na verdade, esse é um truque: não tenho nada pra dizer, eu deveria ficar quieto então, mas ao mesmo tempo, a multidão dentro de mim clama por minhas palavras! Ehehe
A verdade é que fazer uma postagem como essa, alegando falta de inspiração é uma sacanagem. Falta de inspiração eu deveria substituir por falta de vergonha na cara, porque...
A verdade é que a todo momento
Na cabeça surge novo pensamento
A palavra angustiada grita sofrida
Implorando pra ganhar vida
No momento em que surge a idéia
O pensamento ergue-se em prosopopéia
Porém a liberdade da palavra não acontece
Porque a preguiça levanta, se agigantece.
Deusquemeperdoe!
É nisso que dá querer escrever sem inspiração...
15 de março de 2010
Sabendo ou não...
Eu não sabia que conhecer você mudaria minha vida dessa maneira.
Eu sabia já, mesmo quando não te conhecia, que te encontraria.
Eu não sabia é que tanta alegria poderia ser vivida todo dia quando você estivesse aqui juntinho.
Eu sabia já, desde a primeira vez que te vi, naquele primeiro abraço de aeroporto que te amaria.
22 de outubro de 2009
Humor
- Oh, Seu Ivo!
- É, tocá-la num lugar quentinho, úmido, que certamente conserva uma certa beleza!
- Mas, Seu Ivo!
- Um certo orifício que a senhora deve ter se aproveitado muito durante a vida, poderia apenas fantasiar, mas na realidade estou certo de que a senhora não deve ter deixado de aproveitar sequer enquanto respirava!
- Seu Ivo! O que estás dizendo?!
- Dona Romilda, deixe me tocá-la, prometo que com muito carinho, no buraquinho...
- Buraquinho, Seu Ivo?! Mas que pouca vergonha!
- Sim! Dona Romilda, sim! Deixe-me tocar sua narina!
29 de setembro de 2009
Amor
Naquele dia, já passados 13 dias do início do namoro - já estavam juntos há quase um ano, dizia ele que mal sabia que, na cabeça de Dona Romilda, não passava de um ficante - pois naquele dia, Seu Ivo, provavelmente entusiasmado pela paixão e pelo maravilhoso primeiro dia de sol daquela primavera, estava decidido a perguntá-la...
Passou a manhã toda caminhando na tentativa de livrar-se da ansiedade, queria logo o almoço, o cochilo da tarde e o chazinho das cinco. Aliás! Que ótima idéia! Chegaria na hora do chá! Dona Romilda mal poderia imaginar a empolgação que seu "latin lover" estava para encontrá-la.
Não cochilou, esperou o relógio bater três badaladas após o meio-dia e aproveitou-se da distração dos funcionários da casa para ir ao banho.
Barbeou-se, banhou-se, secou-se, perfumou-se, vestiu-se, olhou-se pela última vez no espelho. Olhou o relógio quando o mesmo badalou, badalou, badalou e badalou. Saiu do quarto e sentou-se na cadeira de balanço repassando metalmente seu plano. Cochilou. Acordou com a quinta badalada da hora seguinte. Levantou-se, ajeitou a gravatinha borboleta e saiu em direção ao quarto de sua amada.
- Boa tarde, Dona Romilda! fez ressoar sua voz sedosa, chamando-a pela janela.
- Oh, que surpresa! Não quer entrar para o chá, Seu Ivo?
- Adoraria saborear este chá de cidreira em sua presença, madame.
Dona Romilda sentiu um friozinho na espinha, daqueles que não sentia há 55 ou 65 anos atrás. Sentia que o relacionamento finalmente ficaria sério.
Sentaram-se saborearam o chá com algumas torradinhas. Sem trocar muitas palavras, apenas falaram pouco sobre o dia que passaram...
- Dona Romilda, preciso te contar que minha caminhada de cinco horas que iniciei logo que levantei foi porque estava ansioso.
- Ansioso por que motivo, Seu Ivo?
- Sabe, estive pensando em nós... Nós temos motivos pra dizer que estamos com muita intimidade, não é verdade?
- Sim... É verdade... respondeu hesitante.
Sem esperar muito para que ela terminasse sua resposta, achegou-se dela e beijou-lhe a face, ela nem sequer suspirou quando os lábios se tocaram.
2 de setembro de 2009
עדן (Eden)
Deitaram-se.
A exaustão dos últimos fatos ocorridos no seu cotidiano apoderaram-se de seu corpo num clima israeli-palestínico.
Ela afagou-o com ternura, acariciou-lhe as costas na tentativa de fazê-lo relaxar como numa boa sessão de massagem.
Pressionava carinhosamente suas costas, alternando as posições entre a nuca, clavícula e omoplata. Ele continuava tenso. Muito tenso.
Ele então rompeu o silêncio relaxante que ela pensava estar promovendo dizendo-lhe coisas que ela, em seu contentamento de boa esposa que faz massagem, não deu muito ouvidos aumentando a intensidade dos movimentos, imaginando que agora sim o faria relaxar. Ledo engano, ela parecia ter esquecido que a questão Palestina-Israel era muito anterior a pré-existência desses nomes.
Insistiu em dizer a ela onde queria que a massagem fosse feita, insistiu em querer entender os motivos dela estar dispensando aqueles carinho etcetera e mais tudo o mais de etcetera e tal que isso poderia envolver.
Ela então viu que não tinha jeito, teria de usar sua arma secreta. Secreta até a ela mesma que se surpreendia a cada palavra que saia de sua boca e de suas mãos.
E as palavras foram exatamente estas:
“Relaxa... Relaxa, sinta o amor te invadir... Sinta o amor... Sinta a vida... Sinta nós... Sinta o reggae... Sinta Deus... Sinta a paz... Sinta um campo de girassóis... Sinta o jardim em que está... Cheio de rosas... Cheio de antúrios... Cheio de gérberas... Cheio de lírios roxos... Cheio de hortênsias... Cheio de girassóis... Com a Astrid correndo, pulando, brincando com as borboletas... E a Leka junto... A Tchuchuka! A Cindy! Que saudade... Imaginou?”
Que lugar gostoso... ele murmurou já numa guerrilha local.
Ela continuou num tom ainda mais sereno e tão doce que a mais hábil abelha não poderia dar ao seu mel:
“Imagine agora a luz brilhante que ilumina esse jardim... Imagine o ar que envolve e preenche cada espacinho desse jardim... Luz e ar se misturam e se confundem... Não se vê a luz, mas se vê porque ela ilumina... Não se vê o ar, mas se vive porque ele está presente... E eles se misturam, entranham-se um no outro indefinidamente, desapercebidamente... Não são visíveis, mas se pode senti-los... Você é essa luz... Eu sou o ar...”
Eu sinto agora... Ele involuntariamente hasteava a bandeira mais branca que a paz. Segiu-se um tempo, até que o efeito hipnótico começasse a dispersar e ele querendo voltar a guerra. Ela abraçou-o e colocou toda sua alma na voz:
“Esse jardim ainda não acabou... Há um pequeno lago bem no meio desse jardim... O calor, fruto da união da luz e o ar, é grande, deixa o tempo muito quente, numa temperatura tal que essa água lentamente se evapora, deixando o ar úmido... Sinta o vapor... Vapor que se condensa ao toque da pele, das folhas, flores, caules, condensa-se onde quer que se deite...”
É bom...
“Esse vapor é Deus...”
4 de agosto de 2009
Enquanto...
Ela faz chapinha, eu escuto Engenheiros do Havaí.
E mesmo assim, apesar de toda distância, sei sinto que estamos juntos.
29 de julho de 2009
Dias Cinzas
ficou marcado
por uma melancolia
que inteiro o engolia
o dia acinzentado
ficou marcado
por um marasmo
que o deixou pasmo
o dia acinzentado
ficou marcado
por uma auto-decepção
que o deitou no chão
o dia acinzentado
ficou marcado...
24 de julho de 2009
Eu queria mesmo...
Era estar abraçadinho contigo, debaixo das cobertas, sem ter hora pra levantar, só levantar quando desse fome, só levantar quando desse sede, e nesse meio tempo ficar o tempo todo abraçado, namorado, casado contigo...
