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3 de outubro de 2007

A minha viagem de trem

Eu fico imaginando e recordando os momentos com ela nesse trem...

Lembro-me dela sentada à janela, vidros fechados se protegendo dos ventos, com os raios de sol atravessando os vidros ressaltando seu brilho natural e acalentando-a. O sol bate em seu rosto com a leveza de um beijo apaixonado e seu olhar permanece voltado para fora, mirando a bela paisagem que complementa o trio que sua beleza junto ao sol faz com a paisagem.

Infelizmente não realizo a viagem sentando a seu lado. Porém toda vez que passava por ela – muitas vezes eu inventava as mais esfarrapadas motivações pra isso! – ela levantava o olhar, voltando-se para mim, fazia aba com as mãos para anular a dilatação das pupilas e me enxergar nitidamente e dirigir um singelo sorriso, ao que eu correspondia entusiasmadamente como um homem feito que teve seu coração massageado até voltar a ser menino.

Recordo-me ainda das raras situações em que o assento ao seu lado encontrou-se vago por um instante e pude aproveitar um momentinho até que o ocupante original voltasse – ah! Se ela soubesse como eu, pela primeira vez na vida, desejei ardentemente ser original... Me lembro exatamente de seu olhar penetrando bem fundo na minha alma numa dessas ocasiões. Foi um olhar de tanto teor sincero e bem querência que cheguei a ter certeza que seria o mesmo depois de muitos anos. Não com o mesmo rosto, pois o tempo tentaria desmarcar sua beleza – e apenas tentaria mesmo, pois sua beleza naturalmente é vinda de dentro pra fora. Toda vez em que eu passava, era sempre esse mesmo olhar que ela me dirigia!

Essas recordações, vivas que estão, me questionam e motivam sempre a buscar o olhar daquela mulher de quem sei bem o nome e identidade, só não soube como conhecer sua essência. Talvez esse seja o maior motivo de hoje eu não saber bem como vai a viagem dela. Sim, porque já faz um tempo que não a vejo e sem avistá-la sei que houve mudanças, mas não sei se foi de assento, de vagão ou mesmo de trem.

Não, isso não me entristece, mas sinto falta de seu olhar encontrando o meu, sinto falta daquela explosão que era meu sorriso de quando meus olhos encontravam o que o coração procurava...

* Qualquer coincidência é mera semelhança।
* Intertexto baseado na última postagem, conforme prometido.

पाज़ ए अमोर

26 de setembro de 2007

Viagem de Trem (texto da net)

Há algum tempo li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, agradáveis surpresas em muitos embarques e grandes tristezas em alguns desembarques.

Quando nascemos, estamos nesse magnífico trem e nos deparamos com algumas pessoas, que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco, nossos pais.

Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Isso, porém não nos impedira que durante o percurso, pessoas que se tornarão muito especiais para nós, embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos, filhos e amores inesquecíveis!

Muitas pessoas embarcarão nesse trem apenas a passeio, outras encontrarão no seu trajeto somente tristezas e ainda outras circularão por ele prontos a ajudar quem precise.

Vários dos viajantes quando desembarcam deixam saudades eternas, outros tantos quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constar que alguns passageiros que se tornam tão caros para nós, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não nos impede é claro que possamos ir ao seu encontro.

No entanto, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele assento.

Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas, porém, jamais, retornos.

Façamos essa viagem então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os outros passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento eles poderão fraquejar e precisaremos entender, porque provavelmente também fraquejarmos e com certeza haverá alguém que nos acudirá com seu carinho e sua atenção.

O grande mistério afinal é que nunca saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de muitas amizades que fiz será no mínimo doloroso, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos será muito triste com certeza... mas me agarro na esperança que em algum momento estarei na estação principal e com grande emoção os verei chegar,

Estarão provavelmente com uma bagagem que não possuíam quando embarcaram e o que me deixará mais feliz, será ter a certeza que de alguma forma eu fui uma grande colaboradora para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcamos o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

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Hoje eu resolvi colar esse texto. Amanhã eu acho que vou intertextualiza-lo com um escrito meu de
dia desses...

पाज़ अमोर