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20 de maio de 2011

Bom dia, rainha! - Diálogo Imaginário

- Bom dia, meu amor! Como vai? Dormiu bem? Acordou bem? Espero que
tenhamos um ótimo dia. Está uma sexta-feira diferente, como nunca vi
antes aqui em nossa terra: bem nublado.
Porém, nublado só lá fora porque aqui dentro, no meu peito, bate um
coração iluminado e irradiante do seu calor, minha rainha. - disse o Rei.
Ela ainda acordando, abriu os olhos e deu aquele sorriso bonito que
só ela tem...
- Bom dia, meu querido Rei.
- Aqui está seu café, sente-se, vamos tomar aqui na cama mesmo.
Tomaram o café entre sorrisos, beijos e abraços.
- Agora, levante-se e apronte-se, minha querida. Vamos dar um
passeio pelo bosque, estou precisando de um ar fresco e preciso de tua
companhia.
Passearam pelo bosque entre sorrisos, beijos e abraços.
- Vamos tomar um banho, meu Rei?
- Ótima ideia, minha rainha!
Tomaram banho entre sorrisos, beijos e abraços.
Viveram ainda muitos anos, solitários, somente juntos um do outro.
Viveram felizes entre sorrisos, beijos e abraços.

21 de abril de 2010

Diálogos Imaginários - Astroldo

- Olha lá! Ele foi tomar ar.
- Não, foi tomar água! A gente respira o ar e toma água, ele respira a água e tomar ar.
- Então, foi o que eu disse!
- É que pra ele o ar é água e água é ar. Não é?
- Ah, é! Tá certo.

16 de abril de 2010

Diálogos Imaginários – O Careca

Vinha, caminhando pelo corredor da faculdade, em direção oposta, o Careca. Careca era um cara bacana cujo apelido retratava sua "condição capilar grevista" como ele mesmo dizia. Contava que havia atrasado alguns meses no pagamento aos cabelos que cresciam vigorosos quando então eles entraram em greve. Dada a sua condição financeira que, no momento, impedia-o de arcar com os atrasos, acabou indo à falência sua floresta amazônica cranial.

Quando nos cruzamos...

- E aí, Leo, beleza?

- Beleza e você?

- Bão... Vai deixar a cabelereira crescer de novo, é?

- Pois é, tá crescendo, né...

- Cara, sinto te informar, mas tenho uma certa inveja de você, viu?

Rimos os dois.

- Cara, sabe que pensei em te perguntar se dava inveja, mas despensei depois "vai que ele fica ofendido, né?"

Rimos mais. E ele seguiu em direção ao bebedouro.

§§§§§

*O que o "Careca" não sabe, é que ele sou eu no futuro. Já me conformei, por isso aproveito, às vésperas de experimentar a 30ª entrada da Lua na casa de Leão, pra deixar os pagamentos em dia para que as madeixas cubram as falhas já visíveis!

No final das contas, levar o assunto com bom humor é melhor.

12 de novembro de 2008

Sobre prazeres da vida...

- Escolhe uma música pra gente.
- Ah, são tantas.
- É? Diz só uma, então.
Ela pensa, pensa, pensa e responde:
- Ah, é que são tantas.
- Por isso mesmo tem que escolher uma.
- Precisa? Por que?
- Ah, lá vem a curiosidade. É só escolher uma, ué! Escolhe, por favor?
- Ah! Escolhe junto.
- Espertinha, isso vale, é?
- Vale sim, é que eu não sei qual dizer.
- Eu posso ajudar. Sertaneja?
- Ah, é que são tantos ritmos.
- É? Escolhe um.
Ela repensa, repensa, repensa e responde:
- Ah, é que são tantos.
"Como ela é decidida." Ele pensa.
- E então o que vamos comer?
- Ah, tem tanta coisa.
Ele desiste, sugere:
- Comida japonesa?
- É, pode ser. Sei lá.

22 de novembro de 2007

Diálogos Imaginários 3

– É mesmo engraçada essa vida, mano...

– Pode crer, véi! As paradas rolam do jeito que a gente vai caminhando, manja? Só que muitas vezes a gente caminha sem rumo, sem saber pra onde a estrada nos leva, sem saber se estamos numa estrada mesmo! De repente começa a rolar umas fitas que só aconteciam com nossos manos, chegados, parentes, desconhecidos de quem já ouvimos falar, celebridades, enfim àqueles que caminham próximo, distante, infinitamente próximo, universalmente distantes. Ainda assim, muitas e muitas vezes a gente não se liga que no nosso caminho está tão da hora ou talvez até mais, do que o dos outros. Insistimos nessa nossa natureza humana, de cuidar o outro e, cheio de medinho de bicho humano, comparamos.

– Mania besta, mano! Tipo: “Pede pra sair, Sr. 01! Pede pra sair!” Aí, mano, cê acha que a coisa fica mais engraçada ainda?

– Véi, o lance é que a gente começa a olhar a nossa caminhada! Só que olha pra trás! Acha?! (Toda vez que penso nisso, lembro de uma amiga: “quem vive de passado é museu, não eu”) Pelo menos essa olhada pra trás muitas vezes não é tão burra assim: a gente começa a (re)memorar esse passado, escutar as falas impregnadas no multiverso a fora, até experimentar algumas sensações e, CABRUM!, começamos a dar significado pras coisas! Em dez minutos...

– “Dez minutos? O Sr. é um fanfarrão, Sr. 06”

– Pois é, véi, é isso mesmo, fanfarrice porque tudo aquilo que não era nada, vira “uma experiência e tanto”, “um aprendizado como nunca antes experimentei”, etc. Incluindo nesse etc muitas boas justificativas para as besteiras que cometemos. E então prometemos levar sempre conosco essa bagagem (re)adquirida e seguir em frente procurando não cometer mais os mesmos erros.

– Mano, tô ligado, vai rolar humor nessa parada de novo, só pode! Qual é a fita?

– A fita é a seguinte: seguindo com a nova mochilinha, recém adquirida no museu...

– “Museu de grandes novidades”, né, mano?

– É mano, cê tá ligado que eu sei, o lance é esse mesmo... Com a velha mochila nova dependurada nas costas nos sentimos “o cara”, tá ligado? Poderosos, seguros de si, cheios de marra, porque agora, “ah! Agora, se liga, nessa mochila aqui eu carrego meus erros, derrotas e decepções, com isso tudo aqui fica fácil porque eu aprendi muito com tudo isso que você ta vendo aí dentro, tá ligado?” Aí, me diz: quando você chutou aquela bola de bico porque só sabia esse chute e a bola bateu na trave, você era o mesmo que chutou de peito de pé e tirou tinta do travessão mesmo depois da espalmada do goleiro?

– Ah, acho que sim, né, mano...

– Era? Tem certeza? Mesmo sabendo que o você do primeiro chute só sabia o chute de bico e o segundo já sabia o de peito de pé? E talvez agora já até tenha guardado gols de trivela?

– Ah, mano, ainda não ganhei essa fita...

– Tipo, não quero meter meu bico não, prefiro e preciso ficar só nas perguntas, mas parece que com o tempo, com os erros, com os acertos, vai se ficando outro, tá ligado, véi? E quando outro: tem como o erro ser o mesmo de antes? Se já não somos os mesmos, por que nossos erros seriam, véi?

–Só...

– Como diria a vó de uma amiga minha: até amanhã tem muita água pra passar debaixo da ponte. E se tem água pra passar, é porque já passou um monte de outra. Eu nunca vi um rio onde uma água passada torna a passar debaixo da ponte, cê já viu? Se eu quiser ser a água, desço o rio e a cada curva, cada obstáculo, cada experiência me modifico. Se eu quiser ser a ponte, estou sempre ali parado, mas há épocas em que minhas bases ficam mais expostas, há épocas de rio mais cheio onde posso até mesmo ser encoberto e a cada experiência me modifico também.

– Pode crer, mano. Papo firmeza.

– Isso aí, véi, firmeza... Vou nessa!

– Vai lá, é nóis na fita, mano!

*Qualquer coincidência é mera semelhança.
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पाज़ ए अमोर

24 de outubro de 2007

Diálogos Imaginários 2

- Leo, num é que quando minha irmã ficou gravida eu comecei a produzir leite também!
- Verdade??? Os hormônios dela te influenciaram?
- É que eu sempre quiz ter 2 filhos...
- Interessante como a cabeça manda em tudo, né?
- A gente é capaz de coisas inexplicáveis
- Inexplicáveis dentro da lógica técnico-científica que conhecemos, é isso? Essa mania de querer entender tudo! Mania de bicho-homem, achar que o que ele não entende é inexplicável...
- Verdade, mas eu sempre quero entender tudo, pricipalmente se for algo a primeira vista, primeiro acontecimento...
- Hum, te entendendo, mas e se não entender?
- Procuro me informar, sentir mais. Às vezes a gente não entende porque não presta atenção, então investigo melhor os detalhes.
- Eu preferiria ficar só com o "sentir mais" a que se referiu.
- Nem os detalhes?
- Detalhe é importante sim, mas só na sua hora, depois não passa de... Detalhe?
- ...
- Eu sou detalhista sim, mas um detalhista impulsivo, uso, abuso, reuso detalhes, memorizo-os pra reciclagem e tudo o mais.
- E aí? Depois já não servem mais?
- Servem sim, mas dependem do contexto, apesar que tem muitos que é melhor jogar fra mesmo...

*Qualquer coincidência é mera semelhança.
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पाज़ ए अमोर

20 de setembro de 2007

Diálogo imaginário...

- Suas palavras são bem colocadas, disse ela. Ao que ele retrucou:

- Prefiro bem colocar sem palavras.

- Palavras me motivam - provocou a garota.

- As palavras que são ditas sem letras, sem sons, tendem a ser mais intensas, mais sentidas...

- E quando você pensa que vai sentir e não sente?

- Quando eu penso, não sinto. Eu não penso, deixo fluir, fluindo, quando menos espero sinto.

- Profundo...

- Não necessariamente. Me importo mais com a vontade do que com a profundidade.

- E o que eu faço com minha vontade?

- O que gostaria de fazer com ela?

- Satisfazê-la.

- E o que espera pra isso?

- Muita coisa. Nada pela metade.

- Quer me dizer uma dessas coisas?

- Não sei...

*Qualquer coincidência é mera semelhança.

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पाज़ ए अमोर