– Pode crer, véi! As paradas rolam do jeito que a gente vai caminhando, manja? Só que muitas vezes a gente caminha sem rumo, sem saber pra onde a estrada nos leva, sem saber se estamos numa estrada mesmo! De repente começa a rolar umas fitas que só aconteciam com nossos manos, chegados, parentes, desconhecidos de quem já ouvimos falar, celebridades, enfim àqueles que caminham próximo, distante, infinitamente próximo, universalmente distantes. Ainda assim, muitas e muitas vezes a gente não se liga que no nosso caminho está tão da hora ou talvez até mais, do que o dos outros. Insistimos nessa nossa natureza humana, de cuidar o outro e, cheio de medinho de bicho humano, comparamos.
– Mania besta, mano! Tipo: “Pede pra sair, Sr. 01! Pede pra sair!” Aí, mano, cê acha que a coisa fica mais engraçada ainda?
– Véi, o lance é que a gente começa a olhar a nossa caminhada! Só que olha pra trás! Acha?! (Toda vez que penso nisso, lembro de uma amiga: “quem vive de passado é museu, não eu”) Pelo menos essa olhada pra trás muitas vezes não é tão burra assim: a gente começa a (re)memorar esse passado, escutar as falas impregnadas no multiverso a fora, até experimentar algumas sensações e, CABRUM!, começamos a dar significado pras coisas! Em dez minutos...
– “Dez minutos? O Sr. é um fanfarrão, Sr.
– Pois é, véi, é isso mesmo, fanfarrice porque tudo aquilo que não era nada, vira “uma experiência e tanto”, “um aprendizado como nunca antes experimentei”, etc. Incluindo nesse etc muitas boas justificativas para as besteiras que cometemos. E então prometemos levar sempre conosco essa bagagem (re)adquirida e seguir em frente procurando não cometer mais os mesmos erros.
– Mano, tô ligado, vai rolar humor nessa parada de novo, só pode! Qual é a fita?
– A fita é a seguinte: seguindo com a nova mochilinha, recém adquirida no museu...
– “Museu de grandes novidades”, né, mano?
– É mano, cê tá ligado que eu sei, o lance é esse mesmo... Com a velha mochila nova dependurada nas costas nos sentimos “o cara”, tá ligado? Poderosos, seguros de si, cheios de marra, porque agora, “ah! Agora, se liga, nessa mochila aqui eu carrego meus erros, derrotas e decepções, com isso tudo aqui fica fácil porque eu aprendi muito com tudo isso que você ta vendo aí dentro, tá ligado?” Aí, me diz: quando você chutou aquela bola de bico porque só sabia esse chute e a bola bateu na trave, você era o mesmo que chutou de peito de pé e tirou tinta do travessão mesmo depois da espalmada do goleiro?
– Ah, acho que sim, né, mano...
– Era? Tem certeza? Mesmo sabendo que o você do primeiro chute só sabia o chute de bico e o segundo já sabia o de peito de pé? E talvez agora já até tenha guardado gols de trivela?
– Ah, mano, ainda não ganhei essa fita...
– Tipo, não quero meter meu bico não, prefiro e preciso ficar só nas perguntas, mas parece que com o tempo, com os erros, com os acertos, vai se ficando outro, tá ligado, véi? E quando outro: tem como o erro ser o mesmo de antes? Se já não somos os mesmos, por que nossos erros seriam, véi?
–Só...
– Como diria a vó de uma amiga minha: até amanhã tem muita água pra passar debaixo da ponte. E se tem água pra passar, é porque já passou um monte de outra. Eu nunca vi um rio onde uma água passada torna a passar debaixo da ponte, cê já viu? Se eu quiser ser a água, desço o rio e a cada curva, cada obstáculo, cada experiência me modifico. Se eu quiser ser a ponte, estou sempre ali parado, mas há épocas em que minhas bases ficam mais expostas, há épocas de rio mais cheio onde posso até mesmo ser encoberto e a cada experiência me modifico também.
– Pode crer, mano. Papo firmeza.
*Qualquer coincidência é mera semelhança.
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पाज़ ए अमोर

3 se perdendo na multidão...:
Tá, eu vou ser sincera.
Não comentei nada porque não consegui acompanhar o ritmo.
Ahan, meu cérebro travou, deu nó, sabe?
Pronto!
Falei!
Acabou!
Assim não fortalece brother. Eu não comentei porque cheguei agora. E também estava ausente...fiquei um tempo de férias dos blogguers.
Caraca véio esse teu post me fez me ligar nos papos com os cara lá de São Tomé das Letras tá ligado?
kkkkkkkkkk um papo meio que a culpa é do sistema que tem a ver com matriz tá ligado?
kkkkkkkkkkkkk
beijinhos e obrigada por tua visita no Curvas e Bifurcações. Já viu como anda obscena no blog de poesias? kkkkkkkkkkk
+ beijinhos
Sim... creio que ambas nossas postagens nasceram de um momento punk de reflexão sobre nossas vidas, principalmente sobre nossos erros, e tudo de bom e ruim que os acompanham. Nada como um bate-papo de "eu comigo mesmo" para verbalizar conceitos nascidos em nossos subconscientes.
E se vier acompanhado de bom humor, melhor ainda. Engolir a vida a seco, sem nenhum temperinho, chegar a ser algo quase desumano, não ?
Abraços, e até a próxima.
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